09 outubro 2015

ALIENAÇÃO PARENTAL

            

Você provavelmente deve ter visto a Tiana rolando na timeline do Facebook. Tiana tem 6 anos, mora com a mãe solteira e desde que seus pais se separaram, eles brigam. Então ela tomou uma decisão: pediu para que eles sejam amigos e teve uma conversa séria com a mãe.


Coloquei-me no lugar da Tiana e de sua mãe. Consegui ver minhas filhas falando as mesmas palavras para mim e doeu, ah como doeu! Imaginei o nó na cabecinha dela e como lidar com toda essa situação, visando não repetir o mesmo erro. Pensando nisso, nossa nova colaboradora, Claudenara Morinigo, advogada e mãe do Conrado (entre na aba Equipe e saiba mais sobre ela) falou sobre Alienação Parental. 


Em 2010 entrou em vigor uma lei que busca combater algo que sempre existiu: alienação parental. No nosso País ninguém é obrigado a permanecer casado. Amores chegam ao fim e casais se separam.
E os filhos? Estes tem que aprender a viver com o desfazimento dos laços que mantinham o casamento. 
O que não pode acontecer? Recair sobre os filhos as mágoas e os ressentimentos que contribuíram para o fim da união.  No Brasil, usualmente a guarda é deferida às mães, e essas são as maiores alienadoras. 
Podemos elencar alguns dos comportamentos praticados na alienação parental: • impedimento de visitas;
 omissão de fatos relevantes para a vida da criança ou adolescente;
 criação de histórias pejorativas sobre o pai/mãe;
 mensagens contraditórias que deixam o filho receoso na presença do pai/mãe alienado;
 ameaças de abandono caso a criança goste dele e da sua companhia, dentre outras. 
Tais atitudes trazem consequências terríveis às crianças e adolescentes envolvidos nesse drama familiar, colocando em risco o desenvolvimento físico e mental.  Além do que a prática de Alienação Parental fere direito fundamental da criança ou adolescente de conviver em ambiente familiar saudável e constitui abuso moral e descumprimento do dever de cuidado inerente à autoridade parental.



O que posso fazer diante de um caso de Alienação Parental?
Procure a Defensoria Pública, o Ministério Público ou o Conselho Tutelar, ou até mesmo um Advogado para ajuizar medida judicial cabível perante a Vara de Família. O juiz poderá requerer perícia técnica com psicologa e assistente social. Caso seja comprovado a prática de Alienação Parenta, o juiz poderá tomar medidas para assegurar o direito da criança e do adolescente, tais como advertência, acompanhamento psicológico, multa ou até mesmo a perda da guarda.





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